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A Linguagem das Flores

A Linguagem das Flores

As Flores, arranjos e buquês de flores possuem significados próprios, e a maneira como um buquê ou arranjo de flores é feito, as cores e combinações de tipos diferentes de flores, adornados, laços, fitas... podem levar mensagens bens definidas.

A maioria das pessoas sabe que uma dúzia de rosas vermelhas pode significar - te amo - ou estar ligada aos sentimentos do coração, como carinho, afeição e amor. Mas você sabia, por exemplo, que meia dúzia de Prímulas ou Primaveras quer dizer, "Eu não posso viver sem você", ou que um Cravo rosa possa significar " Eu nunca vou te esquecer "

O significado das Flores é uma linguagem silenciosa que em grande parte estamos perdendo por falta de uso, mas houve tempos em que elas eram tudo o que havia para enviar um recado, informar ou insinuar... os significados das Flores têm sido usados para transmitir idéias, sentimentos e mensagens durante séculos.

Para além do mais óbvio, ou seja, da simples escolha de cor e variedades, a linguagem das flores é muito mais sutil e criativa do que possa parecer. Existem diversas codificações que podem estar "ocultas" em um simples arranjo de Flores.

Por exemplo, a maneira que as flores do arranjo estão apresentadas. A composição das flores no arranjo com a maioria das hastes na posição ereta transmite um significado positivo, mas apresentadas para o lado ou para baixo o significado é o oposto.
Se o arranjo possui uma fita com a cor das flores e está do lado esquerdo, significa que refere-se a quem está enviando, mas, se a fita está do lado direito, significa ser do remetente para o destinatário. Além disso, flores podem ser utilizadas para responder a perguntas. Quando elas são entregues com a mão direita, a resposta é "sim", mas quando são entregues com a mão esquerda a resposta é "não".

Origem da linguagem das Flores

Da Pérsia para a Europa

Na Pérsia do século 17 já existia uma linguagem e significado para as flores e plantas, mas foi a esposa do embaixador britânico em Constantinopla - Lady Mary Wortley - que em 1718 escreveu uma carta expondo o assunto como sendo a "linguagem secreta das Flores" que ela havia descoberto durante sua visita à Turquia. A notícia logo se espalhou e a Europa rapidamente aderiu ao conceito.

Em 1819 Louise Cortambert - sob o pseudônimo de Madame Charlotte de la Tour - escreveu e publicou o que parece ter sido o primeiro dicionário da linguagem.. "Le Língua des Fleurs". Foi um pequeno livro, mas se tornou uma referência popular sobre o assunto.

Durante a época vitoriana, de 1837 a 1901 no reinado da Rainha Vitória, o significado e a linguagem das flores se tornaram cada vez mais populares. Naquela época, especialmente as mulheres aderiram ao silêncio da linguagem que lhes permitia comunicar sentimentos e significados que a estrita regularidade das palavras muitas vezes não permitiria. O Tussie-mussies, um buquê de flores embrulhado com um laço de cetim e amarrados com uma fita se tornou um popular e valioso presente na época.

Em 1884 um livro inteiro sobre o assunto foi publicado em Londres, intitulado "The Language of Flowers" por Jean Marsh e ilustrados por Kate Greenaway,. Tornou-se popular e respeitado e tem sido a fonte padrão para o significado Vitoriano das flores desde então.

   Floriografia Vitoriana e as mensagens das Plantas

Complexidade das informações em um Arranjo de Flores

Muitas vezes nos deparamos com aparentes contradições quanto ao significado das flores, e talvez, o uso de um dicionário pode ser a solução para entender este enigmático código.

A rosa vermelha parece sempre ter sido um símbolo relacionado ao amor e carinho, mas caso fosse em um tom de vermelho escuro também pode significar vergonha ou embaraço.
No caso de Rosas com um vermelho muito claro, quase rosa, a mensagem poderia indicar um desejo de manter o amor secretamente.

A questão da entrega das Flores também era outro fator importante porque agregava valor a mensagem. Fazer a entrega das flores com a mão direita significava "sim", enquanto com a esquerda significava "não", assim, se um namorado desse rosas vermelhas, a moça poderia enviar de volta um Bouquet de flores e pedir para ser entregue com a mão direita, ou então enviá-lo com alguns brotos do lado esquerdo do arranjo. Caso fossem enviadas com os detalhes ao contrário representava o oposto do significado usual. Imaginem agora o que os jovens amantes da era Vitoriana tinham que saber para tentarem ser compreendidos em suas intenções. Certamente, tantos detalhes e variantes quanto as formas de  interpretação de uma mensagem podem modificar totalmente o significado de uma simples mensagem de amor. As convenções dos dicionários de floriografia tinham como intenção principal descrever as inúmeras variantes e o que poderia ser interpretado ao receber uma mensagem.

A convenção do uso de um dicionário se fez necessária a partir do momento em que várias plantas e flores adquiriam significados múltiplos e contraditórios. A flor Amarílis poderia significar orgulho ou timidez. Um ramalhete de Delphinium indicava estar sonhando, fantasiando os momentos ou estar com uma saudade muito grande; as flores de Lavanda poderia estar se referindo a desconfiança ou fidelidade. Beverly Seaton, no livro "The Language of Flowers" (1995) cita o fato de que a noção de uma sociedade contemporânea utilizando uma linguagem simbólica para homens e mulheres se comunicarem secretamente seria provavelmente um equívoco, uma vez que para realmente entender as mensagens codificadas não existe dúvida que seria necessário estar na posse do mesmo dicionário utilizado para envia-las.

Na era Vitoriana houve um aumento no tempo de lazer devido as novas tecnologias e diversificação das atividades, e por conseqüência, os jardins se tornaram uma extensão das obras de arte com grande variedade de flores e plantas que ocuparam uma notável posição. A decoração baseada em motivos florais tomou conta, e as estampas de flores podiam ser encontradas em todos os lugares, desde papelarias, tecidos e detalhes de adorno, na pintura das casas, em papeis de parede e símbolos da época. Mesmo que os historiadores possam ter exagerado sobre o intenso uso de motivos florais e a confiança depositada sobre a floriografia como um meio de comunicação o fato é que a linguagem e o significado das flores continua a intrigar e entreter.

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